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Especialista em Prematuridade

Cerclagem do colo uterino em São Paulo

Realize a cerclagem com quem ensina e é especialista em prematuridade. Indicação precisa, baseada em evidência, para proteger a sua gestação.

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Professor UNIFESPEPM
FMF LondresCredenciado nº 40017
CRM-SP 100513RQE 51.384 · RQE 51.384-1
+20 anosde experiência
PesquisadorPrematuridade · UNIFESP
Sobre a condição

O que é a cerclagem cervical?

A cerclagem do colo uterino é uma intervenção cirúrgica indicada na mulher com insuficiência istmocervical. Nessa condição, o colo não consegue sustentar o bebê dentro do útero e acaba dilatando, podendo gerar abortamento — principalmente acima de 12 semanas — ou parto prematuro extremo.

A técnica consiste na sutura com dois fios circundando o colo uterino. Os pontos devem ser feitos o mais alto possível, com muita atenção para não romper as membranas. Para evitar essa intercorrência, o Dr. Alan Hatanaka desenvolveu uma técnica na qual utiliza a ultrassonografia para determinar o local e a profundidade exatas da passagem do fio.

Quando a indicação é correta, a cerclagem é uma das principais formas de prevenir o parto prematuro. A diretriz do Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG, 2026) recomenda a cerclagem — com recomendação forte — em três situações: pela história obstétrica, pela medida do colo no ultrassom em quem já teve parto prematuro, e pelo exame que mostra o colo extremamente curto ou já aberto no 2º trimestre. A indicação correta, individualizada, é o passo mais importante.

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Dr. Alan Hatanaka durante exame ultrassonográfico
3 indicações
com recomendação forte na diretriz do ACOG 2026
Quem pode se beneficiar

Quais as principais indicações da cerclagem?

A cerclagem deve ser realizada apenas em mulheres com indicação precisa e deve ser feita por profissional experiente.

Gestantes com história de abortos acima de 12 semanas, com poucos sintomas
Gestantes com colo uterino com comprimento ≤ 10 mm
Grávidas com antecedente de parto prematuro, com colo uterino curto (≤25 mm)
Mulheres com malformação uterina ou cirurgia do colo uterino, com colo uterino curto (≤25 mm) na gravidez
Gestantes com dilatação do colo uterino ou com exposição das membranas
Cerclagem e a idade gestacional

Quando realizar a cerclagem?

As indicações seguem três categorias, conforme as diretrizes do ACOG, SMFM, Fetal Medicine Foundation e SOGESP. A decisão é sempre individualizada — nem toda gestante com colo curto precisa de cerclagem.

Categoria 1 — Eletiva

1Por antecedente obstétrico

Indicada para gestantes com histórico clássico de insuficiência istmocervical. Realizada de forma planejada, geralmente entre 12 e 14 semanas, independentemente da medida do colo atual.

  • Perda gestacional no 2º trimestre com dilatação cervical de início indolente
  • Cerclagem anterior realizada pela mesma razão
Categoria 2 — Por ultrassom

2Colo curto + fator de risco

Gestações únicas com colo uterino ≤25 mm ao ultrassom transvaginal, associado a pelo menos um fator de risco:

  • Parto prematuro anterior (antes de 34 semanas)
  • Malformação uterina (bicorno, septado, unicorno, didelfo)
  • Cirurgia prévia no colo (conização, CAF)
  • Colo ≤10 mm — mesmo sem outros fatores de risco
Em colo ≤10 mm, a cerclagem reduz em ~32% o risco de parto antes de 35 semanas (Berghella et al., 2011).
Categoria 3 — Urgência

3Cerclagem de resgate

Realizada quando o exame físico já detecta dilatação do colo de 2–4 cm no 2º trimestre, ou as membranas estão expostas, na ausência de trabalho de parto ativo ou infecção. É o cenário de maior complexidade técnica — a experiência do cirurgião é determinante.

Aumentou o tempo de gestação em mais de 5 semanas e elevou a sobrevivência fetal de 35,5% para 73,0% (Hulshoff et al., 2023).
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Abordagem cirúrgica

Técnicas utilizadas

A escolha depende da anatomia do colo, do momento da gestação e do histórico da paciente. Todas seguem protocolos baseados na Fetal Medicine Foundation, ACOG e RCOG.

Técnica de McDonald

A mais utilizada. São duas suturas passadas ao redor do colo por via vaginal, sem necessidade de dissecção. Realizada entre 12 a 26 semanas. A sutura dupla mostra maior eficácia, com prolongamento gestacional médio de ~3 semanas em relação à sutura simples (Pergialiotis et al., Cochrane, 2015). O uso de ultrassonografia transvaginal durante o procedimento — especialmente nas cerclagens de urgência — vem revolucionando os resultados.

Técnica de Shirodkar

De maior complexidade, com pequena dissecção da bexiga para posicionar o ponto em nível mais alto. Indicada para casos de colo muito curto em que a técnica de McDonald não é tecnicamente viável.

Cerclagem transabdominal

Realizada por laparoscopia ou cirurgia aberta, é um procedimento reservado a casos raríssimos: ausência de colo uterino ou falhas múltiplas de cerclagens vaginais bem executadas. Apresenta riscos maiores e deve ser limitada a centros de pesquisa com especialistas de extrema experiência. Não é a primeira opção nem indicação rotineira.

Procedimento de exceção
Terapia combinada

Cerclagem + progesterona vaginal

Alguns estudos sugerem benefício da associação (ACOG 2026). A decisão é individual, conversada caso a caso.

−55%
redução no risco de parto antes de 37 semanas
−50%
redução no risco de parto antes de 34 semanas
−44%
redução no risco de parto antes de 32 semanas
Fonte: Aubin AM et al. Am J Obstet Gynecol MFM. 2023;5(8):101024.
Raciocínio clínico

Roteiro de decisão

A indicação de cerclagem segue um algoritmo lógico baseado em evidência — mas cada caso é único e requer avaliação individualizada.

1

Histórico de perda no 2º trimestre?

Sim (com características de insuficiência cervical) — Cerclagem eletiva entre 12–14 semanas.
Não — seguir para avaliação do comprimento do colo.
2

Parto prematuro anterior + colo ≤25 mm?

Sim — Cerclagem + progesterona vaginal.
Colo ≥25 mm — Progesterona vaginal (sem cerclagem).
3

Sem antecedente — colo entre 18–24 semanas

Colo ≤10 mm — Cerclagem + progesterona.
Colo 10–20 mm — Pessário + progesterona (avaliar caso a caso).
Colo 21–25 mm — Progesterona + controle ultrassonográfico semanal.
Colo >25 mm — Acompanhamento de rotina.

Colo já dilatado ao exame físico?

Sim (2–4 cm, sem trabalho de parto) — avaliação imediata para cerclagem de urgência (resgate).
Situação de emergência — acionar imediatamente a equipe especializada.
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Por que escolher

Prof. Dr. Alan Hatanaka

Prof. Dr. Alan Hatanaka — Obstetra especialista em alto risco em São Paulo

Professor da UNIFESP/EPM, há mais de 20 anos no rastreamento e na prevenção da prematuridade. Realiza cerclagens nos hospitais Albert Einstein, Pró-Matre e Star, em São Paulo. Credenciado pela Fetal Medicine Foundation (FMF nº 40017). CRM-SP 100513 · RQE 51.384 (Ginecologia e Obstetrícia) · RQE 51.384-1 (Medicina Fetal).

Professor da UNIFESP

Escola Paulista de Medicina — referência nacional em medicina fetal.

FMF Londres

Credenciado (nº 40017) — instituto de referência mundial em medicina fetal.

Pesquisador

Linha de pesquisa em predição e prevenção do parto prematuro — UNIFESP.

Dupla residência + doutorado

Ginecologia & Obstetrícia e Medicina Fetal pela EPM/UNIFESP.

Partos realizados em: Maternidade Star São Luiz Hospital Albert Einstein Maternidade Pró-Matre
Gestantes de fora de São Paulo

Para quem mora em outra cidade ou estado

Atendemos gestantes de outras cidades e estados. Na cerclagem eletiva — a indicada pela história, feita em geral entre 12 e 14 semanas —, a avaliação com o ultrassom morfológico de 1º trimestre e o procedimento podem ser feitos em sequência, para que a estadia em São Paulo seja curta: em geral, a paciente volta para a sua cidade no dia seguinte. Cada caso é avaliado individualmente. Fale com a nossa equipe pelo WhatsApp para planejar.

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Dúvidas frequentes

Perguntas frequentes

Não necessariamente. A indicação depende do comprimento exato do colo, do histórico obstétrico e da presença de outros fatores de risco. Gestantes sem histórico de parto prematuro e com colo entre 10 e 20 mm geralmente se beneficiam de pessário e progesterona; com colo entre 21 e 25 mm, de progesterona com controle ultrassonográfico semanal — sem necessidade de cirurgia. A avaliação individualizada é essencial.
Em mãos experientes, é um procedimento de baixo risco. Complicações como sangramento, ruptura de membranas ou infecção são raras. O risco aumenta em cerclagens de urgência (colo já dilatado), onde a experiência do cirurgião é ainda mais determinante.
Em geral com 37 semanas, no consultório, sem necessidade de anestesia — ou antes, caso haja início de trabalho de parto ou rotura das membranas.
Não. A cerclagem transabdominal é um procedimento de exceção, reservado a casos muito específicos: ausência de colo uterino ou falhas múltiplas de cerclagens vaginais bem executadas. É uma cirurgia de maior risco e complexidade, que deve ser realizada apenas em centros com experiência dedicada. A cerclagem vaginal (McDonald ou Shirodkar) é a abordagem padrão para a grande maioria das pacientes.
Nas gestações gemelares, a indicação de cerclagem não é rotineira. A maioria das sociedades médicas não a recomenda apenas pela presença de colo curto. Entretanto, em casos selecionados com colo muito curto (≤15 mm), especialistas como a SOGESP reconhecem que pode haver benefício. A progesterona vaginal é frequentemente a primeira opção nestas gestações.
Sim. Procedimentos cervicais para tratamento de lesões por HPV aumentam o risco de parto prematuro, especialmente quanto mais profundo o cone. Mulheres nessa situação devem ter o comprimento do colo monitorado por ultrassom transvaginal durante a gestação. A indicação de intervenção (progesterona ou cerclagem) depende da medida encontrada.
Sim — e os resultados são melhores do que com cada terapia isolada. A meta-análise de Aubin et al. (2023) demonstrou que a combinação cerclagem + progesterona vaginal reduz em 55% o risco de parto antes de 37 semanas, 50% antes de 34 semanas e 44% antes de 32 semanas.
Base científica

Referências bibliográficas

Toda conduta clínica é fundamentada em estudos peer-reviewed e diretrizes das principais sociedades médicas internacionais.

American College of Obstetricians and Gynecologists. Practice Bulletin No. 142: Cerclage for the management of cervical insufficiency. Obstet Gynecol. 2014;123(2 Pt 1):372-9.
DOI: 10.1097/01.AOG.0000443276.68274.cc
Berghella V, Rafael TJ, Szychowski JM, Rust OA, Owen J. Cerclage for short cervix on ultrasonography in women with singleton gestations and previous preterm birth: a meta-analysis. Obstet Gynecol. 2011;117(3):663-671.
DOI: 10.1097/AOG.0b013e31820ca847
Hulshoff CC, de Ruigh AA, Santema JG, et al. Effectiveness of emergency cervical cerclage in singleton pregnancies: a retrospective cohort study. Am J Obstet Gynecol MFM. 2023;5(4):100971.
DOI: 10.1016/j.ajogmf.2023.100971
Aubin AM, Hakim J, Mota S, et al. Combined vaginal progesterone and cervical cerclage in the prevention of preterm birth: a systematic review and meta-analysis. Am J Obstet Gynecol MFM. 2023;5(8):101024.
DOI: 10.1016/j.ajogmf.2023.101024
Society for Maternal-Fetal Medicine (SMFM), McIntosh J, Feltovich H, Berghella V, Manuck T. The role of routine cervical length screening in selected high- and low-risk women for preterm birth prevention. Am J Obstet Gynecol. 2016;215(3):B2-7.
DOI: 10.1016/j.ajog.2016.04.027
Conde-Agudelo A, Romero R, Da Fonseca E, et al. Vaginal progesterone is as effective as cervical cerclage to prevent preterm birth in women with a singleton gestation, previous spontaneous preterm birth, and a short cervix. Am J Obstet Gynecol. 2018;219(1):10-25.
DOI: 10.1016/j.ajog.2018.03.028
Kyrgiou M, Athanasiou A, Paraskevaidi M, et al. Adverse obstetric outcomes after local treatment for cervical preinvasive and early invasive disease according to cone depth: systematic review and meta-analysis. BMJ. 2016;354:i3633.
DOI: 10.1136/bmj.i3633
Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP). Recomendações SOGESP sobre Prematuridade. São Paulo: SOGESP; 2023.
Pergialiotis V, Karampetsou N, Papantoniou N. Double versus single suture cerclage for the management of cervical insufficiency: a meta-analysis. Cochrane Database Syst Rev. 2015.
DOI: 10.1002/14651858.CD011035
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