Realize a cerclagem com quem ensina e é especialista em prematuridade. Indicação precisa, baseada em evidência, para proteger a sua gestação.
A cerclagem do colo uterino é uma intervenção cirúrgica indicada na mulher com insuficiência istmocervical. Nessa condição, o colo não consegue sustentar o bebê dentro do útero e acaba dilatando, podendo gerar abortamento — principalmente acima de 12 semanas — ou parto prematuro extremo.
A técnica consiste na sutura com dois fios circundando o colo uterino. Os pontos devem ser feitos o mais alto possível, com muita atenção para não romper as membranas. Para evitar essa intercorrência, o Dr. Alan Hatanaka desenvolveu uma técnica na qual utiliza a ultrassonografia para determinar o local e a profundidade exatas da passagem do fio.
Quando a indicação é correta e a técnica cirúrgica é realizada com precisão, as taxas de sucesso podem atingir 85 a 90%. A indicação correta — baseada em evidência e na avaliação individualizada de cada caso — é o passo mais crítico para um resultado favorável.
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A cerclagem deve ser realizada apenas em mulheres com indicação precisa e deve ser feita por profissional experiente.
As indicações seguem três categorias, conforme as diretrizes do ACOG, SMFM, Fetal Medicine Foundation e SOGESP. A decisão é sempre individualizada — nem toda gestante com colo curto precisa de cerclagem.
Indicada para gestantes com histórico clássico de insuficiência istmocervical. Realizada de forma planejada, geralmente entre 12 e 14 semanas, independentemente da medida do colo atual.
Gestações únicas com colo uterino ≤25 mm ao ultrassom transvaginal, associado a pelo menos um fator de risco:
Realizada quando o exame físico já detecta dilatação do colo de 2–4 cm no 2º trimestre, ou as membranas estão expostas, na ausência de trabalho de parto ativo ou infecção. É o cenário de maior complexidade técnica — a experiência do cirurgião é determinante.
A escolha depende da anatomia do colo, do momento da gestação e do histórico da paciente. Todas seguem protocolos baseados na Fetal Medicine Foundation, ACOG e RCOG.
A mais utilizada. São duas suturas passadas ao redor do colo por via vaginal, sem necessidade de dissecção. Realizada entre 12 a 26 semanas. A sutura dupla mostra maior eficácia, com prolongamento gestacional médio de ~3 semanas em relação à sutura simples (Pergialiotis et al., Cochrane, 2015). O uso de ultrassonografia transvaginal durante o procedimento — especialmente nas cerclagens de urgência — vem revolucionando os resultados.
De maior complexidade, com pequena dissecção da bexiga para posicionar o ponto em nível mais alto. Indicada para casos de colo muito curto em que a técnica de McDonald não é tecnicamente viável.
Realizada por laparoscopia ou cirurgia aberta, é um procedimento reservado a casos raríssimos: ausência de colo uterino ou falhas múltiplas de cerclagens vaginais bem executadas. Apresenta riscos maiores e deve ser limitada a centros de pesquisa com especialistas de extrema experiência. Não é a primeira opção nem indicação rotineira.
Procedimento de exceçãoA associação apresenta resultados superiores às terapias isoladas, especialmente nas cerclagens de urgência ou indicadas por ultrassom. Uma meta-análise de 2023 demonstrou reduções expressivas no risco de prematuridade.
A indicação de cerclagem segue um algoritmo lógico baseado em evidência — mas cada caso é único e requer avaliação individualizada.
Mais de 20 anos de experiência em obstetrícia de alto risco, com centenas de cerclagens realizadas nos principais hospitais de São Paulo. Lidera o Ambulatório de Prevenção do Parto Prematuro da UNIFESP e é credenciado pela Fetal Medicine Foundation de Londres.
Escola Paulista de Medicina — referência nacional em medicina fetal.
Credenciado (nº 40017) — instituto de referência mundial em medicina fetal.
Coordenador do Setor de Predição e Prevenção do Parto Prematuro — UNIFESP.
Ginecologia & Obstetrícia e Medicina Fetal pela EPM/UNIFESP.
Toda conduta clínica é fundamentada em estudos peer-reviewed e diretrizes das principais sociedades médicas internacionais.
Agende sua avaliação com o Prof. Dr. Alan Hatanaka e tenha uma indicação precisa, baseada em evidência, para proteger a sua gestação.