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Pré-natal de Alto Risco · São Paulo

Pré-natal de alto risco
faça com quem tem conhecimento, responsabilidade e experiência.

Entre 15% e 30% de todas as gestações são classificadas como de alto risco, mas poucas mulheres recebem o acompanhamento especializado que a situação exige. Individualizar o cuidado para cada situação é fundamental — e ele deve ser iniciado antes mesmo da mulher estar grávida.

FMF Londres nº 40017 Prof. UNIFESP/EPM Mestre e Doutor — Prematuridade CRM-SP 100513 · RQE 51.384-1
Prof. Dr. Alan Hatanaka
Prof. Dr. Alan Hatanaka Obstetra · Ginecologista · Medicina Fetal · Vila Clementino, São Paulo
Maternidade Star São Luiz
Hospital Albert Einstein
Pró-Matre Paulista
Agenda disponível · Vila Clementino, SP
Identificação de risco

Sua gravidez pode ser de alto risco. Reconheça os sinais.

A classificação de risco gestacional é dinâmica e deve ser realizada idealmente antes mesmo de engravidar.(1,3)

15–30%

de todas as gestações no Brasil e no mundo são classificadas como gravidez de alto risco — aquelas em que a vida ou a saúde da mãe, do feto ou do recém-nascido têm maiores chances de serem adversamente afetadas. Uma vez classificada como alto risco, a gestante não retorna à condição de risco habitual, mesmo que a intercorrência seja resolvida.(1,2)

Fatores maternos e sociodemográficos

Idade materna ≥ 35 anos
Obesidade (IMC ≥ 30 kg/m²) ou baixo peso (< 45 kg)
Tabagismo, etilismo ou uso de substâncias
Início tardio do pré-natal (após 20 semanas)
Vulnerabilidade social significativa

Condições clínicas preexistentes

Hipertensão arterial crônica
Diabetes mellitus tipo 1 ou 2
Doenças autoimunes (LES, síndrome antifosfolípide)
Trombofilias e histórico de trombose
Cardiopatias, nefropatias, pneumopatias graves

Antecedentes obstétricos

Pré-eclâmpsia ou eclâmpsia em gestação anterior
Parto prematuro prévio (< 37 semanas)
Óbito fetal ou perinatal prévio
Abortamento habitual (≥ 3 perdas consecutivas)
Cirurgia uterina prévia, insuficiência cervical

Intercorrências na gestação atual

Gestação múltipla (gemelar, monocoriônica)
Gestação por reprodução assistida (FIV)
Diabetes gestacional com necessidade de insulina
Restrição de crescimento fetal ou macrossomia
Malformação fetal diagnosticada

Fatores psicossociais

Transtornos mentais graves ou descompensados
Histórico de violência doméstica ou obstétrica
Ansiedade intensa relacionada à gestação
Gestação após perda gestacional anterior
Rede de apoio social insuficiente

Se você se reconheceu em qualquer um desses fatores, aja agora.

A avaliação de risco deve ser feita antes mesmo de engravidar. Se já estiver gestante, deve procurar um especialista o quanto antes. O encaminhamento tardio compromete a eficácia das principais estratégias de prevenção disponíveis atualmente.

Evidência científica

A maior revolução da obstetrícia preventiva da última década

Um modelo de rastreamento combinado no 1º trimestre, desenvolvido e validado pela Fetal Medicine Foundation de Londres e recomendado pela FIGO, ISUOG, ACOG e FEBRASGO, mudou o que é possível fazer para gestantes de alto risco — antes que qualquer complicação se instale.

5–10%
das gestações globalmente são complicadas por distúrbios hipertensivos — principal causa de mortalidade materna no Brasil e no mundo.(9,10)
Mayrink et al., Sci Rep 2019 · Abalos et al., Eur J Obstet 2013
2–3%
é a prevalência global de pré-eclâmpsia, podendo chegar a até 8% em alguns países — com carga significativamente maior em regiões de baixa e média renda.(10)
Abalos et al., 2013 · revisão sistemática com 39 estudos
Estudo ASPRE · NEJM 2017

O ensaio clínico que estabeleceu o padrão-ouro mundial

O ensaio clínico randomizado ASPRE (Rolnik et al., New England Journal of Medicine, 2017) envolveu 26.941 gestações únicas e demonstrou que é possível identificar — e prevenir — a pré-eclâmpsia pré-termo já no primeiro trimestre da gestação.

−62%

de redução no risco de pré-eclâmpsia pré-termo em gestantes de alto risco identificadas pelo modelo combinado FMF (risco ≥ 1:100), com AAS 150 mg ao deitar entre 11–14 e 36 semanas. (OR 0,38; IC 95%: 0,20–0,74; p = 0,004).

Rolnik DL et al. N Engl J Med. 2017;377(7):613–622. doi: 10.1056/NEJMoa1704559 · Ref. (17)

Performance do rastreamento combinado FMF — 1º trimestre

76,6%
detecção de pré-eclâmpsia pré-termo com o modelo combinado(18)
38,3%
detecção de pré-eclâmpsia a termo pelo mesmo modelo(18)
10%
taxa de falso-positivo — aceitável e inferior a métodos isolados(18)

O rastreamento combina: fatores maternos + pressão arterial média (MAP) + Doppler das artérias uterinas (UtA-PI) + fator de crescimento placentário (PlGF) sérico. Realizado entre 11 semanas e 13 semanas + 6 dias.(7,16)

Diferenciais verificáveis

Por que o Prof. Dr. Alan Hatanaka?

  • Credenciamento FMF Londres nº 40017

    Credenciado pela Fetal Medicine Foundation de Londres — a instituição que desenvolveu e valida o modelo combinado de rastreamento de pré-eclâmpsia e restrição de crescimento fetal. O credenciamento exige certificação anual de competência técnica em protocolo padronizado internacionalmente.

  • Pesquisa e docência ativas em prematuridade — UNIFESP

    Mestre e Doutor em Ciências com linha de pesquisa em prematuridade. Coordenador do Ambulatório de Predição e Prevenção do Parto Pré-Termo na UNIFESP — o mesmo protocolo baseado em evidências aplicado no atendimento privado.

  • Ultrassonografia realizada pelo próprio Dr. Alan na consulta

    Exame executado pessoalmente com equipamento de alta tecnologia — correlação imediata entre clínica e imagem, decisões mais ágeis e monitorização rigorosa da anatomia e da vitalidade fetal durante a consulta.

  • Rede multiprofissional selecionada

    Rede de especialistas de referência — cardiologistas, endocrinologistas, nefrologistas, hematologistas e psicólogos perinatais — com a mesma filosofia de cuidado individualizado e atualização contínua baseada em evidências.

Acompanhamento

O que esperar do pré-natal de alto risco

Um cuidado contínuo, que começa antes mesmo da concepção e segue até o parto — com exames específicos, intervenções baseadas em evidência e planejamento individualizado em cada fase.(1,3,8)

Pré-conc.
Pré-concepcional · antes da concepção

Tratamento de doenças e prevenção

  • Avaliação de fatores de risco
  • Tratamento e controle de doenças clínicas
  • Mudanças de hábito
  • Avaliação uterina pela ultrassonografia 3D
  • Detecção e tratamento de infecções
  • Vacinação adequada
  • Avaliação multidisciplinar
  • Avaliação da fertilidade e planejamento concepcional
1TTrim.
Primeiro trimestre · até 14 semanas

Rastreamento, estratificação e prevenção

  • Avaliação completa de fatores de risco — clínicos, obstétricos e sociodemográficos
  • Rastreamento combinado FMF de pré-eclâmpsia pré-termo (MAP + UtA-PI + PlGF)
  • Rastreamento de restrição de crescimento fetal no 1º trimestre (FIGO 2021)
  • Avaliação cuidadosa da evolução embrionária e da morfologia fetal
  • Rastreamento do risco de prematuridade e aborto habitual
  • Cuidado multidisciplinar com fisioterapeuta, nutricionista e endocrinologista
2TTrim.
Segundo trimestre · 15–28 semanas

Vigilância fetal e prevenção de complicações

  • Morfologia fetal detalhada do 2º trimestre (20–24 semanas)
  • Avaliação do colo uterino — rastreamento de parto pré-termo
  • Doppler das artérias uterinas para confirmação de risco de PE
  • Avaliação do Doppler das artérias oftálmicas para pré-eclâmpsia
  • Rastreamento de diabetes gestacional (24–28 semanas)
  • Controle pressórico, glicêmico e de doença de base
  • Fisioterapia perineal e motora
3TTrim.
Terceiro trimestre · 29 semanas até o parto

Monitorização da vitalidade fetal e planejamento do parto

  • Ultrassonografia com Doppler em todas as consultas e cardiotocografia computadorizada conforme indicação
  • Planejamento cuidadoso do parto e da via de parto
  • Respeito à autonomia e ao protagonismo da mulher
  • Consulta com a enfermeira obstetra para orientação sobre amamentação e parto
  • Consulta com pediatra para orientação dos cuidados neonatais
  • Planejamento junto à maternidade em que será realizado o parto
Perguntas frequentes

Dúvidas sobre o pré-natal de alto risco

A idade materna ≥ 35 anos é um fator de risco moderado para pré-eclâmpsia e outras complicações, reconhecido pelo ACOG, SMFM e USPSTF.(14) A classificação de alto risco, porém, exige avaliação individualizada de todos os fatores — clínicos, obstétricos e sociodemográficos. A idade isolada pode não ser suficiente para essa classificação, mas em combinação com outros fatores (primipara tardia, FIV, comorbidades, IMC elevado) aumenta significativamente o risco global e indica encaminhamento ao pré-natal especializado.

É um exame realizado entre 11 e 13 semanas + 6 dias que combina quatro elementos no modelo de riscos competitivos da Fetal Medicine Foundation (FMF): fatores maternos, pressão arterial média (MAP) por método padronizado, Doppler das artérias uterinas (UtA-PI) e fator de crescimento placentário (PlGF) sérico. Detecta cerca de 76,6% dos casos de pré-eclâmpsia pré-termo com 10% de falso-positivo. Para gestantes com risco ≥ 1:100, o uso de AAS 150 mg ao deitar reduz em 62% o risco de pré-eclâmpsia pré-termo (estudo ASPRE, NEJM 2017).(17,18)

O Prof. Dr. Alan Hatanaka realiza partos na Maternidade Star São Luiz, no Hospital Israelita Albert Einstein e na Pró-Matre Paulista — todas com UTI neonatal, equipe perinatal completa e estrutura para gestações de alto risco. A definição da maternidade é individualizada conforme a condição clínica, o grau de complexidade esperado e a cobertura do seu plano de saúde.

O Dr. Alan atende pelo sistema de reembolso. Para verificar como realizar o reembolso das suas consultas e exames, bem como a disponibilidade de agenda, entre em contato pelo WhatsApp. Nossa equipe está aguardando o seu contato.

Próximo passo

Sua gestação de alto risco merece o acompanhamento certo — desde o 1º trimestre.

Quanto mais cedo o risco é identificado, mais amplas são as janelas de intervenção. A equipe do Prof. Dr. Alan Hatanaka está pronta para iniciar o seu acompanhamento.

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Bibliografia

Referências

  1. 1. Brasil. Ministério da Saúde. Manual de gestação de alto risco. 1ª ed. Brasília: MS; 2022. Disponível em: bvsms.saude.gov.br
  2. 2. Silbergeld EK, Patrick TE. Environmental exposures, toxicologic mechanisms, and adverse pregnancy outcomes. Am J Obstet Gynecol. 2005;192(5 Suppl):S11–21. doi: 10.1016/j.ajog.2004.06.117
  3. 3. American College of Obstetricians and Gynecologists; SMFM. Levels of Maternal Care: Obstetric Care Consensus No. 9. Obstet Gynecol. 2019;134(2):e41–e55. doi: 10.1097/AOG.0000000000003383
  4. 4. Kilpatrick SJ et al. Obstetric Care Consensus #9: Levels of Maternal Care. Am J Obstet Gynecol. 2019;221(6):B19–B30. doi: 10.1016/j.ajog.2019.05.046
  5. 5. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). Protocolos Assistenciais de Obstetrícia. São Paulo: FEBRASGO; 2021.
  6. 6. Brasil. Ministério da Saúde. Atenção ao pré-natal de baixo risco. Cadernos de Atenção Básica nº 32. Brasília; 2013.
  7. 7. Poon LC et al. The FIGO initiative on pre-eclampsia: A pragmatic guide for first-trimester screening and prevention. Int J Gynaecol Obstet. 2019;145 Suppl 1:1–33. doi: 10.1002/ijgo.12802
  8. 8. National Institute for Health and Care Excellence (NICE). Antenatal care. NICE guideline NG201. London: NICE; 2021. Disponível em: nice.org.uk
  9. 9. Mayrink J et al. Incidence and risk factors for Preeclampsia in a cohort of healthy nulliparous pregnant women. Sci Rep. 2019;9(1):9517. doi: 10.1038/s41598-019-46011-3
  10. 10. Abalos E et al. Global and regional estimates of preeclampsia and eclampsia: a systematic review. Eur J Obstet Gynecol Reprod Biol. 2013;170(1):1–7. doi: 10.1016/j.ejogrb.2013.05.005
  11. 14. US Preventive Services Task Force et al. Aspirin Use to Prevent Preeclampsia and Related Morbidity and Mortality. JAMA. 2021;326(12):1186–1191. doi: 10.1001/jama.2021.14781
  12. 16. O'Gorman N et al. Competing risks model in screening for preeclampsia by maternal factors and biomarkers at 11–13 weeks gestation. Am J Obstet Gynecol. 2016;214(1):103.e1–103.e12. doi: 10.1016/j.ajog.2015.08.034
  13. 17. Rolnik DL et al. Aspirin versus Placebo in Pregnancies at High Risk for Preterm Preeclampsia. N Engl J Med. 2017;377(7):613–622. doi: 10.1056/NEJMoa1704559
  14. 18. Rolnik DL et al. ASPRE trial: performance of screening for preterm pre-eclampsia. Ultrasound Obstet Gynecol. 2017;50(4):492–495. doi: 10.1002/uog.18816
  15. 19. Peixoto-Filho FM et al. Predição e prevenção da pré-eclâmpsia. Femina. 2023;51(1):1–12. (Posicionamento FEBRASGO).
  16. 20. Melamed N et al. FIGO initiative on fetal growth: Best practice advice for screening, diagnosis, and management of fetal growth restriction. Int J Gynaecol Obstet. 2021;152 Suppl 1:3–57. doi: 10.1002/ijgo.13522
Aviso educativo. Este conteúdo tem finalidade exclusivamente educativa e informativa, com base em diretrizes científicas internacionais e nacionais (Ministério da Saúde, FEBRASGO, ACOG, SMFM, FIGO, NICE). Todos os conteúdos são previamente revisados pelo Dr. Alan Hatanaka e não podem ser considerados diagnóstico. Cada gestação é única — toda conduta deve ser discutida presencialmente com o obstetra responsável pelo seu acompanhamento.
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