Entre 15% e 30% de todas as gestações são classificadas como de alto risco, mas poucas mulheres recebem o acompanhamento especializado que a situação exige. Individualizar o cuidado para cada situação é fundamental — e ele deve ser iniciado antes mesmo da mulher estar grávida.
A classificação de risco gestacional é dinâmica e deve ser realizada idealmente antes mesmo de engravidar.(1,3)
de todas as gestações no Brasil e no mundo são classificadas como gravidez de alto risco — aquelas em que a vida ou a saúde da mãe, do feto ou do recém-nascido têm maiores chances de serem adversamente afetadas. Uma vez classificada como alto risco, a gestante não retorna à condição de risco habitual, mesmo que a intercorrência seja resolvida.(1,2)
A avaliação de risco deve ser feita antes mesmo de engravidar. Se já estiver gestante, deve procurar um especialista o quanto antes. O encaminhamento tardio compromete a eficácia das principais estratégias de prevenção disponíveis atualmente.
Um modelo de rastreamento combinado no 1º trimestre, desenvolvido e validado pela Fetal Medicine Foundation de Londres e recomendado pela FIGO, ISUOG, ACOG e FEBRASGO, mudou o que é possível fazer para gestantes de alto risco — antes que qualquer complicação se instale.
O ensaio clínico randomizado ASPRE (Rolnik et al., New England Journal of Medicine, 2017) envolveu 26.941 gestações únicas e demonstrou que é possível identificar — e prevenir — a pré-eclâmpsia pré-termo já no primeiro trimestre da gestação.
de redução no risco de pré-eclâmpsia pré-termo em gestantes de alto risco identificadas pelo modelo combinado FMF (risco ≥ 1:100), com AAS 150 mg ao deitar entre 11–14 e 36 semanas. (OR 0,38; IC 95%: 0,20–0,74; p = 0,004).
O rastreamento combina: fatores maternos + pressão arterial média (MAP) + Doppler das artérias uterinas (UtA-PI) + fator de crescimento placentário (PlGF) sérico. Realizado entre 11 semanas e 13 semanas + 6 dias.(7,16)
Credenciado pela Fetal Medicine Foundation de Londres — a instituição que desenvolveu e valida o modelo combinado de rastreamento de pré-eclâmpsia e restrição de crescimento fetal. O credenciamento exige certificação anual de competência técnica em protocolo padronizado internacionalmente.
Mestre e Doutor em Ciências com linha de pesquisa em prematuridade. Coordenador do Ambulatório de Predição e Prevenção do Parto Pré-Termo na UNIFESP — o mesmo protocolo baseado em evidências aplicado no atendimento privado.
Exame executado pessoalmente com equipamento de alta tecnologia — correlação imediata entre clínica e imagem, decisões mais ágeis e monitorização rigorosa da anatomia e da vitalidade fetal durante a consulta.
Rede de especialistas de referência — cardiologistas, endocrinologistas, nefrologistas, hematologistas e psicólogos perinatais — com a mesma filosofia de cuidado individualizado e atualização contínua baseada em evidências.
Um cuidado contínuo, que começa antes mesmo da concepção e segue até o parto — com exames específicos, intervenções baseadas em evidência e planejamento individualizado em cada fase.(1,3,8)
A idade materna ≥ 35 anos é um fator de risco moderado para pré-eclâmpsia e outras complicações, reconhecido pelo ACOG, SMFM e USPSTF.(14) A classificação de alto risco, porém, exige avaliação individualizada de todos os fatores — clínicos, obstétricos e sociodemográficos. A idade isolada pode não ser suficiente para essa classificação, mas em combinação com outros fatores (primipara tardia, FIV, comorbidades, IMC elevado) aumenta significativamente o risco global e indica encaminhamento ao pré-natal especializado.
É um exame realizado entre 11 e 13 semanas + 6 dias que combina quatro elementos no modelo de riscos competitivos da Fetal Medicine Foundation (FMF): fatores maternos, pressão arterial média (MAP) por método padronizado, Doppler das artérias uterinas (UtA-PI) e fator de crescimento placentário (PlGF) sérico. Detecta cerca de 76,6% dos casos de pré-eclâmpsia pré-termo com 10% de falso-positivo. Para gestantes com risco ≥ 1:100, o uso de AAS 150 mg ao deitar reduz em 62% o risco de pré-eclâmpsia pré-termo (estudo ASPRE, NEJM 2017).(17,18)
O Prof. Dr. Alan Hatanaka realiza partos na Maternidade Star São Luiz, no Hospital Israelita Albert Einstein e na Pró-Matre Paulista — todas com UTI neonatal, equipe perinatal completa e estrutura para gestações de alto risco. A definição da maternidade é individualizada conforme a condição clínica, o grau de complexidade esperado e a cobertura do seu plano de saúde.
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