Ultrassonografia Morfológica de Primeiro Trimestre com Dopplervelocimetria Colorida

Originalmente este exame foi criado pelo Professor Kypros Nicolaides com o intuito de rastrear fetos com Síndrome de Down. Com o evoluir do conhecimento médico e da tecnologia, os conceitos mudaram e, hoje, o exame serve para rastrear inúmeras malformações, dar o risco para as principais aneuploidias (Síndromes de Down, Edwards, Patau e Turner), além de fornecer o risco de Pré-Eclâmpsia, Restrição de Crescimento Fetal e até de Parto Prematuro Espontâneo. É realizado preferencialmente com 12 semanas e 3 dias até 13 semanas e 3 dias. Idades gestacionais mais precoces prejudicam a avaliação anatômica, principalmente cardíaca, e idades posteriores, podem reduzir a sensibilidade para rastreamento das aneuploidias. É muito importante que o médico tenha credenciamento ativo para realização do exame pela Fetal Medicine Foundation de Londres, o que garante a capacitação e o treinamento anual do profissional. 

O Prof Alan Hatanaka possui este credenciamento desde 2006 (FMF ID 40017). 

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O que é Translucência Nucal?

Trata-se de uma lâmina de edema na parte na nuca do bebê que é mais espessa quando o feto possui malformações. O Down e a Síndrome de Turner tipicamente aumentam a espessura da nuca.

IMPORTANTE: O fato da nuca estar mais espessa NÃO QUER DIZER QUE SEU BEBÊ TENHA SÍNDROME DE DOWN. A maioria dos bebês com nuca aumentada são normais.

Rastreamento para Pré-Elâmpsia

A pré-eclâmpsia é a primcipal causa de morte materna no Brasil (fora do contexto da pandemia de COVID-19). O rastreamento no primeiro trimestre utilizando a anamnese, medida da pressão arterial, peso, altura, etnia e o Doppler das artérias uterinas, pode diagnosticar cerca de 83% dos casos de pré-eclâmpsia com menos de 32 semanas, ou seja, os casos mais graves. O uso da aspirina reduz a chance de pré-eclâmpsia precoce em 82%. O cálculo de risco para pré-eclâmpsia é realizado no momento da realização da ultrassonografia morfológica.

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