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Ginecologia
Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)

Conheça essa especialidade e saiba da importância dela para a saúde integral da mulher em todas as fases da vida

Segundo dados de uma pesquisa encomendada pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), cerca de 4 milhões de mulheres (cerca de 5%) nunca procuraram atendimento com um especialista em Ginecologia e cerca de 6,5 milhões (8%) não realizam suas consultas com frequência (1).

Você sabe quando é hora de procurar um ginecologista e por que ele é importante para a prevenção de diversas doenças que acometem as mulheres, além de informar sobre outros cuidados em saúde?

No texto a seguir, explicamos o que é a Ginecologia, quando procurar um especialista e como é a consulta.

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O que é e para que serve a Ginecologia?

A Ginecologia é a área da medicina que cuida da saúde integral da mulher em todas as fases da vida. O acompanhamento em Ginecologia tem comoobjetivo promover a saúde integral e o bem estar da mulher, desde a adolescência até a senilidade.

O ginecologista é o clínico da mulher, acompanhando-a em todas as fases da vida com integralidade e sensibilidade. É responsável por cuidar da contracepção, gravidez, alterações do ciclo menstrual e menopausa, além de doenças, como câncer, infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), endometriose, miomas, infertilidade, entre outras.

A relação médico-paciente do ginecologista é diferente de todas as outras especialidades e envolve acolhimento, sensibilidade, humanização e respeito à individualidade.

Quando você deve procurar um ginecologista?

A primeira consulta de uma mulher com o especialista em Ginecologia deve levar em conta inúmeras variáveis, como a participação da família nos esclarecimentos sobre puberdade e sexualidade, interesse pessoal, questões culturais e religiosas. O ideal seria uma conversa antes da primeira menstruação, entretanto, este parâmetro é totalmente individual. Nesta consulta é fundamental haver empatia, acolhimento, conhecimento e bom senso (2).

Se a mulher já iniciou a vida sexual, o exame ginecológico pode ser realizado, mas não é necessário. Por exemplo, o exame de Papanicolaou, que serve para o rastreamento de câncer de colo uterino, é recomendado que seja realizado apenas após os 25 anos, ou antes, se houver fatores de risco (2–4).

O ideal é que a consulta com esse especialista em Ginecologia seja repetida pelo menos uma vez ao ano, para a realização dos exames de rotina, que são importantes para o diagnóstico precoce de diversas doenças e para orientar a mulher nos diversos momentos de sua vida.

Existem também alguns sintomas que indicam que é hora de procurar o médico. Entre eles, podemos destacar:

  • Atraso menstrual;
  • Dor durante as relações sexuais;
  • Alterações de textura, cor e cheiro das secreções vaginais;
  • Sangramento uterino anormal;
  • TPM;
  • Presença de nódulos ou alterações nas mamas;
  • Qualquer alteração clínica ou psicológica que a mulher necessite de orientação.

Como é a consulta com o ginecologista?

Nas consultas, o médico especialista em Ginecologia esclarece as principais dúvidas das mulheres sobre temas como menstruação, ciclos menstruais, higiene íntima, métodos contraceptivos, infecções sexualmente transmissíveis, gravidez, entre outras.

Além disso, ele realiza exames físicos de rotina e solicita exames laboratoriais e de imagem, dependendo da idade da mulher ou de sintomas relatados, quando houver.

O especialista em Ginecologia também orienta a mulher em relação a outras especialidades que deve procurar para que possa cuidar de sua saúde de maneira integral.

Principais exames indicados pelo ginecologista

O ginecologista irá direcionar os exames necessários para cada mulher de acordo com a idade, presença de doenças, antecedentes familiares e fatores de risco para desenvolver doenças.

Por preocupar-se com a saúde integral da mulher, são solicitados exames de sangue para avaliar a presença de anemia, infecções, alterações nos rins, fígado, colesterol, entre outros. A ultrassonografia de tireóide faz parte do rastreamento de câncer, principalmente na mulher jovem. Com grande frequência são encontrados cistos e nódulos que, embora na maioria dos casos sejam benignos, podem sinalizar o câncer de tireóide em estágios precoces.

A densitometria óssea deve ser indicada para mulheres na menopausa, ou com risco de osteoporose, e pode guiar o melhor tratamento para mulher.

Existem exames subsidiários que são específicos da área de Ginecologia, sendo os principais:

Papanicolaou: esse é um dos mais importantes exames solicitados pelo especialista em Ginecologia para a prevenção do câncer. Trata-se de um teste em que são colhidas células do colo do útero para avaliar se há alterações.

Colposcopia e Vulvoscopia: utiliza uma câmera para ver com maior proximidade o colo uterino e a vulva com o intuito de rastrear lesões provocadas pelo HPV, lesões pré-cancerosas e cancerosas. Muitas vezes são realizadas biópsias para maior elucidação diagnóstica.

Ultrassom pélvico ou transvaginal: uma das principais ferramentas diagnósticas do especialista em Ginecologia, utiliza a utrassonografia pelo abdome (para mulheres que não iniciaram a atividade sexual) ou por via vaginal (maior nitidez), é capaz de diagnosticar inúmeras doenças como miomas, pólipos, adenomiose, endometriose, neoplasias endometriais, malformações uterinas, alterações da tuba, cistos e câncer de ovário.

Mamografia: é o padrão ouro para rastreio do câncer de mama após os 40 anos de idade e deve ser realizado anualmente. Trata-se de um exame simples e seguro, uma vez que utiliza Raio-X, mas pode ser incômodo, principalmente no período ovulatório e pré-menstrual.

Ultrassom das mamas: é o melhor exame para rastreamento de câncer de mama em mulheres jovens ou com as mamas mais densas, ou seja, com menos gordura e mais tecido. Em mulheres com mais de 40 anos, serve como complementação a mamografia para avaliar com maior precisão cistos e nódulos.

Exames laboratoriais: o especialista em Ginecologia tem especial preocupação com exames de IST. Desta forma são solicitadas sorologias de HIV, sífilis, hepatite, HTLV 1 e 2, e se houver indicação PCR vaginal para Clamídia, Mycoplasma e Ureaplasma. Exames hormonais devem ser soliciados para aquelas mulheres que tem suspeita de alterações, mas é importante ressaltar que não devem ser colhidos utilizando anticoncepcionais, pois os resultados serão falseados.

Perguntas essenciais em consultas ginecológicas

A consulta com o especialista em Ginecologia pode, muitas vezes, causar apreensão às mulheres, principalmente as mais jovens. Por isso, é importante levar à visita algumas perguntas que devem ser feitas para assegurar os cuidados necessários com a saúde feminina. A seguir, elencamos algumas delas:

  1. Qual o método contraceptivo mais indicado para mim, de acordo com o que preciso?
  2. Sinto cólicas fortes durante o período menstrual. É normal?
  3. Como posso evitar infecções sexualmente transmissíveis?
  4. Qual a maneira correta de cuidar da minha saúde íntima?
  5. Devo realizar o autoexame das mamas?
  6. Qual o aspecto de uma secreção vaginal normal?

Dr. Alan Hatanaka: especialista em ginecologia

O Prof. Dr. Alan Hatanaka é graduado em medicina, com duas residências médicas, uma de Ginecologia e Obstetrícia e outra em Medicina Fetal pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM/UNIFESP). Realizou especialização em Medicina Fetal pela mesma instituição e obteve os títulos de especialista em Ginecologia, Obstetrícia e Medicina Fetal pela FEBRASGO. Obteve credenciamento pela Fetal Medicine Foundaiton (Londres) e concluiu o mestrado em 2010 e o doutorado em 2017.

Atualmente, é professor adjunto do Departamento de Obstetrícia da EPM/UNIFESP, responsável pelo Setor de Predição e Prevenção do Parto Prematuro na instituição, Chefe da Disciplina de Obstetrícia Fisiológica, além de atender em consultório particular na zona sul de São Paulo.

Nas suas consultas, preza por oferecer um atendimento humanizado e individualizado, aliando melhores evidências científicas às particularidades de cada paciente num espaço aconchegante, moderno e obediente aos regulamentos da ANVISA.  Em seus exames, sempre está acompanhado de uma enfermeira para maior acolhimento da mulher.

Para saber mais sobre este e demais assuntos, entre em contato e agende uma consulta com o ginecologista e obstetra Prof. Dr. Alan Hatanaka.

Fontes

  1. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/753-pesquisa-expectativa-da-mulher-brasileira-sobre-sua-vida-sexual-e-reprodutiva. 2018. Expectativa da mulher brasileira sobre sua vida sexual e reprodutiva: as relações dos Ginecologistas e Obstetras com suas pacientes.
  2. Federação Brasileira das Associações De Ginecologia e Obstetrícia. Atendendo a adolescente no consultório. 2017.
  3. Ministério da Saúde do Brasil. chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/documentos/financiamento/nota_tecnica_4_2022.pdf. 2022. NOTA TÉCNICA No 4/2022-SAPS/MS  – Proporção de mulheres com coleta de citopatológico na Atenção Primária à Saúde.
  4. American College of Obstetricians and Gynecologists. https://www.acog.org/clinical/clinical-guidance/practice-advisory/articles/2021/04/updated-cervical-cancer-screening-guidelines. 2021. Updated Cervical Cancer Screening Guidelines – Practice Advisory.